Um site para clínica veterinária é posto à prova numa hora ruim. São 23h em Guarulhos, o cachorro vomitou três vezes e não quer levantar. O tutor pega o celular e digita "veterinário 24 horas perto de mim". Ele não está pesquisando com calma. Está procurando quem atende agora, e vai ligar pro primeiro que responder às perguntas dele sem fazer ele procurar.
Essa busca é diferente de quase todas as outras de negócio local. Ninguém compara três clínicas com calma às 23h. O site precisa responder em segundos, e só depois disso ele serve pra todo o resto.
As três perguntas da urgência
Quem chega aflito quer saber três coisas, nesta ordem.
Vocês estão abertos agora? Horário escrito no topo da página, igual ao da ficha do Google. Se a clínica tem plantão, diga de que horas a que horas e em que dias. Se não tem, diga também. Um "atendemos 24h" que não é verdade custa uma viagem perdida com o bicho passando mal, e o tutor não esquece.
Atendem o meu animal? Cão e gato quase todo mundo atende. Ave, coelho, réptil, não. Uma linha resolve: "Atendemos cães, gatos e animais silvestres com agendamento", ou o que for o seu caso.
Como eu falo com vocês e como eu chego? Telefone e WhatsApp a um toque, no celular. Endereço com ponto de referência e se tem onde parar o carro. De madrugada, ninguém quer ficar rodando o quarteirão.
Se essas três respostas estão na primeira tela, o site já fez o trabalho mais importante dele.
De dia, a busca é outra
Fora da urgência, o tutor procura coisas que ele consegue planejar: vacina, castração, consulta de rotina, exame, dermatologia, odontologia veterinária. Ele digita o serviço e o bairro: "castração de gato em Itaquera", "vacina V10 no Tatuapé".
Aqui muita clínica perde cliente sem perceber. Boa parte delas tem pet shop junto, e o Instagram mostra o que rende foto: banho, tosa, ração, cachorro de lacinho. O lado clínico, que é o que paga as contas, não aparece em lugar nenhum. Quem procura castração não acha.
O site resolve isso com uma lista simples:
- Os serviços clínicos, com o nome que o tutor digita. "Castração", não "cirurgia eletiva". Duas linhas pra cada um: pra quem é e como funciona aí.
- Quem atende. Nome e foto real dos veterinários, com o número do CRMV. O tutor entrega o bicho pra uma pessoa, não pra uma marca.
- As avaliações do Google. A clínica já tem. Não foi você quem escreveu, por isso valem mais que qualquer frase sua.
- O pet shop, se houver, depois. Ele cabe no site. Só não pode esconder a clínica.
A ficha do Google não segura tudo sozinha
A ficha da clínica no Google (o Perfil da Empresa) é o que aparece no mapa, e ela precisa estar certa: horário, telefone, categoria "clínica veterinária", fotos reais da fachada. Explicamos como cuidar dela em como fazer sua clínica, pet shop ou estética aparecer no Google.
O que a ficha não faz é explicar. Ela não diz se vocês castram gato, se atendem coelho, se o plantão é de segunda a segunda. Ela aponta pro site. Sem site, aponta pro Instagram, e o tutor tem que rolar o feed pra descobrir. Numa urgência ele não rola. Liga pra próxima.
O que o conselho não deixa pôr no site
Clínica veterinária tem regra de anúncio própria, e um modelo de site pronto não sabe disso. A Resolução CFMV nº 1.649/2025, publicada em junho de 2025, trata da publicidade do profissional e, com todas as letras, da publicidade dos estabelecimentos. Quatro pontos mexem direto no site:
- Nome e CRMV do responsável técnico. A publicidade de estabelecimento veterinário precisa trazer o nome e o número de inscrição do responsável técnico (artigo 4º, parágrafo 3º). No site, isso vai no rodapé de todas as páginas.
- Nada de tabela de preço de cirurgia e procedimento. É vedado divulgar valores de cirurgias ou procedimentos clínicos que dependem de avaliação prévia do animal, como espécie, raça, idade e peso (artigo 6º, inciso V). Então nada de "castração a partir de" na página. Na dúvida sobre qualquer preço, deixe fora.
- Sem sensacionalismo e sem explorar o medo. A resolução proíbe propaganda sensacionalista e abusiva, e chama de abusiva a que explora o medo (artigos 2º e 6º). A página de plantão informa horário e telefone. Não precisa de foto de bicho sofrendo nem de "não espere ser tarde demais".
- Foto de paciente e de tutor com autorização. Pra usar imagem ou informação de paciente e de tutor, vale o Código Civil e a Lei Geral de Proteção de Dados (artigo 8º). Na prática: autorização por escrito do tutor antes de pôr a foto do Thor no site.
Cada CRMV regional fiscaliza e pode orientar sobre um caso específico. Antes de publicar, vale uma conferida com o do seu estado.
Então, o que entra no site da sua clínica
Uma página só dá conta: plantão e horário no topo, telefone e WhatsApp a um toque, endereço com referência, os serviços clínicos pelo nome que o tutor digita, a equipe com CRMV, as avaliações do Google e o responsável técnico no rodapé. Não precisa de agendamento online feito do zero, de área do cliente nem de aplicativo. Se a clínica já usa um sistema de agenda, o site aponta pra ele.
Um aviso honesto: o primeiro site de cliente da VORO no ar é de um pet shop de bairro, a Pet Bull Rações, não de uma clínica. O que vale pros dois é o mesmo: o cliente acha o que procura sem rolar nada e chama no WhatsApp com um toque.
Se quiser ver como ficaria o da sua clínica antes de decidir, chame a VORO no WhatsApp e conte em duas linhas onde vocês ficam e o que mais atendem. A gente monta uma prévia com o que a clínica já tem, as avaliações do Google e o Instagram. Você vê antes de pagar. Se aprovar, o site entra no ar em 7 dias. Como a gente trabalha está em sites para negócio local.