Ela tem 52 anos, mora em Pinheiros e o médico falou em fortalecer a coluna. A amiga sugeriu pilates. À noite, no sofá, ela digita "pilates perto de mim". Aparecem cinco studios no mapa. Ela olha as fotos, vê aqueles aparelhos cheios de mola e pensa duas coisas: "será que eu dou conta?" e "isso deve ser caro". Fecha o celular. Quem tem studio e quer um site para studio de pilates que funcione precisa entender essa noite.
O aluno novo chega com medo, não com pressa
Quem procura barbearia quer cortar o cabelo hoje. Quem procura pilates pela primeira vez quase sempre está adiando. Tem dor, tem receio de se machucar, tem vergonha de não saber usar o aparelho, tem medo de entrar numa turma de gente que já faz há anos.
Por isso a pergunta que trava a mensagem não é "onde fica". É "isso é pra mim?". O studio que responde essa pergunta antes de a pessoa escrever ganha a aula experimental. O que não responde fica com uma visita no perfil e nenhuma conversa.
Primeiro, a ficha do Google
Antes do site, vem a ficha (o Perfil da Empresa no Google). É ela que aparece no "pilates perto de mim". O próprio Google diz que o resultado local depende de relevância, distância e destaque. A distância você não muda. As outras duas, sim:
- A categoria certa. "Studio de pilates" é uma coisa; "fisioterapeuta" ou "academia" é outra. Escolha a principal e ponha a outra como extra, se você faz as duas.
- Fotos do espaço de verdade: a sala, os aparelhos, a luz, a recepção. É a foto que mostra se o lugar é calmo ou apertado.
- Horário certo, com o sábado de manhã, se tiver. Quem trabalha procura justamente o horário que sobra.
- Avaliação respondida. Aluno que escreve "a professora corrige tudo com paciência" vende mais do que qualquer anúncio.
O passo a passo da ficha está em como fazer seu negócio aparecer no Google.
O que o site do studio precisa mostrar
A ficha diz onde você está. O site diz como é estar aí dentro. Cinco coisas tiram o medo de quem nunca fez:
1. Os aparelhos, explicados com palavra de gente. Reformer, cadeira, barrel, solo. Uma foto de cada e uma frase sobre pra que serve. Quem nunca viu um reformer acha que é máquina de academia pesada. Uma linha resolve.
2. O tamanho da turma. Aula individual, dupla, turma de quatro? Esse número é o que mais acalma o aluno novo, porque responde "vão me ver errando?". Se a turma é pequena, diga quantos alunos no máximo.
3. Quem dá a aula. Nome, foto da pessoa (de verdade, com autorização dela), a formação e o registro no conselho: CREFITO pra fisioterapeuta, CREF pra profissional de educação física. Quem tem dor nas costas quer saber que alguém com formação vai olhar o movimento.
4. Pra quem é. Iniciante, quem tem dor lombar, gestante, idoso, quem está voltando de lesão. Escreva o que o studio atende e o que não atende. Isso também separa quem procura reabilitação de quem procura condicionamento.
5. Como marcar a experimental. Um botão de WhatsApp que abre a conversa com a frase pronta: "quero marcar uma aula experimental". Se o studio usa aplicativo de agenda, o botão leva pra ele. O que não pode é o aluno ter que procurar como marcar.
E o preço?
É a outra metade do medo. Não existe uma regra só pra todo studio, porque depende de quem é o responsável.
Se o studio é de fisioterapeuta, vale o Código de Ética da Fisioterapia (Resolução COFFITO 424/2013). Ele pede que todo anúncio, inclusive o da internet, traga o nome do profissional, a profissão e o número de inscrição no CREFITO (art. 48). Proíbe "afixar valor de honorários fora do local da assistência" (art. 40). E proíbe foto de antes e depois do tratamento em anúncio (art. 15). Ou seja: nada de tabela de preço no site e nada de foto "antes e depois" da postura. Na dúvida, confira com o CREFITO do seu estado antes de publicar.
Se o studio é de profissional de educação física, essa regra da fisioterapia não se aplica, mas o bom senso é o mesmo. Em vez de tabela, uma frase honesta resolve o medo do caro: "planos de uma a três vezes por semana; o valor a gente passa no WhatsApp". O aluno sabe que existe plano pra ele e não precisa adivinhar.
O que o site não faz
O site não ensina pilates e não substitui a aula experimental. Ele só leva a pessoa até ela. E ele não deve prometer o que nenhum studio pode prometer: "fim da dor nas costas em 30 dias" é o tipo de frase que afasta quem já tentou de tudo, e que o código da fisioterapia proíbe ("terapia infalível", art. 15).
Por onde começar
Hoje à noite, abra a sua ficha do Google no celular, como se fosse a moça de Pinheiros. Confira as fotos, o horário e as avaliações sem resposta. Depois escreva num papel: quantos alunos por turma, quem dá aula e com qual registro, pra quem o studio é. Essa folha é metade do site.
O primeiro site de cliente da VORO no ar é de um comércio de bairro, a Pet Bull Rações, não de um studio. O que vale pros dois é o mesmo: o cliente da vizinhança, a escolha feita no celular, e um site que mostra como é o lugar antes de a pessoa chegar.
Se quiser ver como ficaria o do seu studio, chame a VORO no WhatsApp e conte em duas linhas onde vocês ficam e quem vocês atendem. A gente monta uma prévia com o que vocês já têm: as fotos do espaço, as aulas e as avaliações do Google. Você vê antes de pagar. Se aprovar, o site entra no ar em 7 dias. Como a gente trabalha está em sites para negócio local.